Se você ou seu filho apresenta dificuldades na comunicação e interação social, comportamentos repetitivos e restritos, dificuldade em manter contato visual, e sensibilidade sensorial a sons, texturas ou cheiros, pode estar enfrentando o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O TEA é resultado de alterações físicas e funcionais do cérebro e está relacionado ao desenvolvimento motor, da linguagem e comportamental, com sintomas presentes desde a primeira infância.
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Os sintomas do TEA são caracterizados principalmente por déficits na comunicação social e interação social, além de comportamentos, interesses e atividades repetitivos e restritos. Os primeiros sinais podem ser notados em bebês nos primeiros meses de vida, incluindo dificuldade em manter contato visual, não responder ao próprio nome por volta dos nove meses, não demonstrar expressões faciais e de sentimentos, e fazer poucos gestos por volta dos 12 meses. Outros sintomas comuns incluem atraso ou regressão na linguagem, dificuldade em compreender nuances da linguagem como piadas ou sarcasmo, comprometimento na capacidade de fazer amizades e se relacionar, e padrões de comportamentos repetitivos como estereotipias motoras (agitar as mãos, balançar o corpo). Muitas pessoas com TEA também apresentam adesão inflexível a rotinas específicas, interesses intensos e restritos em áreas específicas, e hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais como luz, barulhos, texturas e cheiros.
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As causas exatas do TEA não são completamente conhecidas, mas evidências científicas apontam para uma combinação de fatores genéticos e ambientais. A predisposição genética desempenha papel fundamental, com estudos identificando mutações funcionais subjacentes ao transtorno. Há uma prevalência aumentada bem definida no sexo masculino, com uma proporção de aproximadamente 4:1. O TEA está associado a alterações no desenvolvimento neurológico cerebral que afetam o processamento de informações sociais, comunicação e comportamento. É importante destacar que o diagnóstico requer que todos os sintomas estejam presentes desde a infância e que causem prejuízo clinicamente significativo na qualidade de vida da pessoa.
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O TEA requer acompanhamento com psicólogo especializado que pode fazer parte de uma equipe multidisciplinar para oferecer suporte adequado. O diagnóstico é essencialmente clínico, feito a partir de observações, entrevistas com pais e cuidadores, e aplicação de instrumentos específicos como a escala de classificação de autismo infantil (CARS) e checklist de autismo modificada (M-CHAT). O psicólogo ajuda no desenvolvimento de habilidades sociais e de comunicação, criação de estratégias para lidar com comportamentos repetitivos, adaptação a mudanças na rotina, e manejo de sensibilidades sensoriais. As intervenções comportamentais são a base do tratamento, auxiliando a pessoa com TEA a desenvolver maior autonomia, melhorar a qualidade de vida, e trabalhar comorbidades como ansiedade e comportamentos desafiadores. O acompanhamento psicológico também oferece orientação e suporte aos familiares, essencial para o processo de desenvolvimento e adaptação.
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